segunda-feira, 7 de junho de 2010

SER VÓ


Sapecas...
Capazes de gerar ondas borbulhantes,
De extrema felicidade,
De amor e de paz,
Quando falam minha avó...
Ou simplesmente vó...
Vó é palavra mágica,
Feita de favos de mel,
Por fadas do bem querer.
Ser avó é ter desejos de mudanças,
Aceitar pacificamente as mudanças dos desejos...
É quebra de paradigmas.
Conquista de novos olhares,
São diferentes visões de mundo,
Num mundo mais colorido,
Feito de pura emoção que segue a cada momento,
A cada dia a explodir de prazer o coração,
De excesso de emoção...
As avós sabem que,
Netos não podem sofrer...
Também não podem chorar...
Mas,
Como fazê-los crescer?
Amadurecer?
O limite tem a dimensão de refrear o que é inadequado, o que é indevido.
Limite é palavra dolorida, mas tem relação com a boa educação.
Limitar é educar.
Mas, como permitir o apropriado, o limitante, sem partir o coração?
Vó...
Palavra que corrompe as certezas incondicionais,
Que anula a percepção sobre:
O que é certo?
O que é errado?
Vó...
É palavra indescritível.
Amar os netos faz-nos enxergar os erros educativos como acertos do coração.
Fazem-nos transgredir sem nenhuma reflexão, sem nenhuma intimidação,
Ser avó serve para despedaçar a autoridade dos pais sem a menor cerimônia.
Vó...
Quando as avós avistam os netos, esquecem como educaram os filhos.
Afinal, não são filhos, são netos.
Eles beijam, abraçam e dizem com toda sinceridade...
-Minha avó linda... Eu estava com saudades de você, viu vó?...
Acredito que todos os netos foram criados pelas Mãos Divinas
Num momento de traquinagem de Deus.

Ao usar este artigo, faça referência, cite a FONTE:
http://www.webartigos.com/articles/25178/1/NETOS-Poesia/pagina1.html

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